segunda-feira, 6 de junho de 2016

LITURGIA DO DIA 07/06/2016 - "Devemos discernir a luz que brilha para Deus e o sal que salga para o bem."

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TERÇA-FEIRA

Ano: C

Santo do dia: São Pedro de Córdova, fiel leigo.

Cor litúrgica do dia: VERDE

Anos Pares

10ª Semana do Tempo Comum.


Primeira leitura  


Leitura do Primeiro Livro dos Reis (17,7-16)

Naqueles dias:
7 Secou a torrente
do lugar onde Elias estava escondido,
porque não tinha chovido no país.
8 Então a palavra do Senhor 
foi-lhe dirigida nestes termos:
9 'Levanta-te e vai a Sarepta dos sidônios,
e fica morando lá, 
pois ordenei a uma viúva desse lugar que te dê sustento'.
10 Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta.
Ao chegar à porta da cidade,
viu uma viúva apanhando lenha. 
Ele chamou-a e disse:
'Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha
para eu beber'.
11 Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe:
'Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão!'
12 Ela respondeu:
'Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão.
Só tenho um punhado de farinha numa vasilha 
e um pouco de azeite na jarra.
Eu estava apanhando dois pedaços de lenha,
a fim de preparar esse resto para mim e meu filho,
para comermos e depois esperar a morte'.
13 Elias replicou-lhe:
'Não te preocupes!
Vai e faze como disseste.
Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho,
e traze-o.
Depois farás o mesmo para ti e teu filho.
14 Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel:
'A vasilha de farinha não acabará
e a jarra de azeite não diminuirá,
até ao dia em que o Senhor enviar
a chuva sobre a face da terra '.
15 A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito.
E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo.
16 A farinha da vasilha não acabou
nem diminuiu o óleo da jarra,
conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias.

- Palavra do Senhor.

R. Graças a Deus.

Salmo Responsorial  
(Sl 4, 2-3. 4-5. 7-8 (R. 7))

R. Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

2 Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! +
Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, *
atendei-me por piedade e escutai minha oração!
3 Filhos dos homens, até quando fechareis o coração? *
Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?   R.

4 Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo, *
e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!
5 Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira; *
meditai nos vossos leitos e calai o coração!   R.

7 Muitos há que se perguntam: 'Quem nos dá felicidade?' *
Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!
8 Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração, *
do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.   R.

Evangelho

— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (5,13-16)

R. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
13 Vós sois o sal da terra.
Ora, se o sal se tornar insosso,
com que salgaremos?
Ele não servirá para mais nada,
senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo.
Não pode ficar escondida uma cidade
construída sobre um monte.
15 Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca
debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro,
onde brilha para todos que estão na casa.
16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras
e louvem o vosso Pai que está nos céus.
—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
Todos nós devemos testemunhar Jesus e os valores do Reino dos céus a fim de que o mundo não se corrompa, mas descubra os caminhos da santidade, da justiça e da graça. Com isso, é de suma importância que o anúncio da Palavra seja acompanhado pela coerência de vida, pela busca da santidade e pelo seguimento de Jesus a partir da vivência dos seus mandamentos. O Papa Paulo VI nos falava sobre isso na sua Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, quando se referia à exigência da santidade em todo trabalho evangelizador. Todo trabalho evangelizador deve começar pela caridade, pelo serviço, ou seja, pela explicitação, através da vida, dos valores do Evangelho.
Fonte CNBB

Depois de nos ter apresentado o seu plano pastoral no Sermão da Montanha. Jesus agora nos faz responsáveis pela vida dos nossos irmãos e irmãs. E por isso usa as figuras do sal, da cidade e da luz.

Mas padre, o que é ser sal e luz para o meu irmão e minha irmã? E então eu responderia: Ser sal é ser o que dá gosto às coisas. Ser luz é ser o que ilumina. Todavia, cuidado. Porque a prerrogativa de ser sal e de ser luz pode tanto se inclinar para o bem, quanto para o mal. Aquele que se volta para o mal se torna também uma pessoa salgada, porém, salga a si mesma, dá gosto a si própria. Veja bem, aquele que se projeta como um grande político ateu, um maçom em alto grau, um empresário inescrupuloso, um déspota, ou mesmo um criminoso famoso são exemplos de ser sal, mas para o mal.

Quer coisa mais salgada do que Hitler? Ele foi luz e sal, porém, em oposição ao bem. Quantas pessoas brilham por aí… brilhos efêmeros. Por exemplo, quantos cantores, compositores, atores, apresentadores, jogadores de futebol brilham ou brilharam como um cometa? Gostar de futebol, tudo bem! Mas quantos assalariados se privam de coisas para ir ao campo de futebol, fazendo com que certos jogadores ganhem fortunas. Isto é acender luzes. São luzes que acendemos impróprias, mas que “iluminam”. Poderiam ser chamadas de trevas, pois estão em oposição à luz de Deus, que é a verdadeira luz.

Devemos ter muito cuidado com o nosso agir, com o nosso ser. Deus quer que sejamos sal e luz para glorificá-lo, para a construção do Seu Reino. E isto só é possível vivendo conforme nos ensina. Por isso termina dizendo que a luz deve ser mostrada. Devemos mostrar isso às pessoas em louvor a Deus.

Ser luz e ser sal para glorificar a Deus é muito diferente do que se pensa e é difícil agir com este entendimento, porque a tentação está sempre a nos sugerir que sejamos luz e sal para nós mesmos. A todo momento sentimos aquela tentação: Por que ser luz de outra forma? Seja luz para si mesmo, assim vai brilhar muito mais. Por que ser gosto de outra forma? Seja gosto para si mesmo. Você é bonito, inteligente e vai perder tudo isto por uma bobagem? Não! Pense em você, colha para si mesmo os louros de seu trabalho, de sua vitória, de seu sucesso. O pecado original surgiu daí: da vaidade e da soberba.

Este Evangelho é muito claro. Essa luz e esse sal podem ser dados para ambos os lados, adquirindo, obviamente, conotações opostas e consequências distintas. Jesus disse que não se acende uma luz para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária. Disse ainda que não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, quer dizer, se estivermos crescendo diante de Deus ou do demônio, vamos aparecer de forma positiva ou negativa, naturalmente.

Este é também o Evangelho do discernimento. Devemos discernir a luz que brilha para Deus e o sal que salga para o bem. Precisamos desse discernimento, para refletirmos a luz de Deus e sermos o sal da terra louvando-o; caso contrário vamos brilhar e salgar para outras finalidades, que não conduzem ao Pai que está no Céu. Mas sim ao pai da mentira, ao pai das trevas que é satanás.
Fonte Canção Nova

Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

in Corde Jesu, semper. 

domingo, 5 de junho de 2016

LITURGIA DO DIA 06/06/2016 - "será grande a vossa recompensa nos céus"

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SEGUNDA-FEIRA

Ano: C

Santo do dia: São Norberto, sacerdote e monge.

Cor litúrgica do dia: VERDE

Anos Pares

10ª Semana do Tempo Comum.


Primeira leitura  



Leitura do Primeiro Livro dos Reis (17,1-6)

Naqueles dias:
1 O profeta Elias, tesbita de Tesbi de Galaad,
disse a Acab:
'Pela vida do Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo,
não haverá nestes anos nem orvalho nem chuva,
senão quando eu disser!'
2 E a palavra do Senhor foi dirigida a Elias nestes termos:
3 'Parte daqui e toma a direção do oriente.
Vai esconder-te junto à torrente de Carit,
que está defronte ao Jordão.
4 Lá beberás da torrente. 
E eu ordenei aos corvos que te dêem alimento'.
5 Elias partiu e fez como o Senhor lhe tinha ordenado, 
e foi morar junto à torrente de Carit,
que está defronte ao Jordão.
6 Os corvos traziam-lhe pão e carne,
tanto de manhã como de tarde,
e ele bebia da torrente.

- Palavra do Senhor.

R. Graças a Deus.

Salmo Responsorial  
(Sl 120,1-2. 3-4. 5-6. 7-8 (R. Cf. 2))


R. Do Senhor vem meu socorro,
que fez o céu e fez a terra.


1 Eu levanto os meus olhos para os montes:*
de onde pode vir o meu socorro?
2 'Do Senhor é que me vem o meu socorro,*
do Senhor que fez o céu e fez a terra!'   R.

3 Ele não deixa tropeçarem os meus pés,*
e não dorme quem te guarda e te vigia.
4 Oh! não! ele não dorme nem cochila,*
aquele que é o guarda de Israel!   R.

5 O Senhor é o teu guarda, o teu vigia,*
é uma sombra protetora à tua direita.
6 Não vai ferir-te o sol durante o dia,*
nem a lua através de toda a noite.   R.

7 O Senhor te guardará de todo o mal,*
ele mesmo vai cuidar da tua vida!
8 Deus te guarda na partida e na chegada.*
Ele te guarda desde agora e para sempre!   R.

Evangelho

— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (5,1-12a)

R. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo:
1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
2 e Jesus começou a ensiná-los:
3 'Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
4 Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
5 Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
7 Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
8 Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
9 Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
10 Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem
e perseguirem, e mentindo,
disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
12a Alegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
A partir de hoje, a Igreja nos propõe a leitura continuada do Evangelho de São Mateus nos dias de semana do Tempo Comum, omitindo o seu início porque é apresentado no ciclo litúrgico do Natal e o seu final, que nos é proposto para a reflexão no ciclo da Páscoa, de modo que iniciamos com o sermão da montanha (capítulos 5, 6 e 7). O sermão da montanha nos mostra a moral da Nova Aliança e começa com as bem-aventuranças, apresentadas no Evangelho de hoje, e que nos mostram as motivações e as virtudes que nos são necessárias para que assumamos os valores do Reino de Deus e possamos viver de forma madura o que nos é proposto por Jesus.
Fonte CNBB

Deus nos quer plenamente felizes, a receita está na Sua Palavra, porque só o Senhor tem palavras de vida eterna.
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5, 3).
Amados irmãos e irmãs, passando o tempo de Pentecostes, nós voltamos para o Tempo Comum na Liturgia da Igreja nesta décima semana. Nós retomamos este tempo de graça ao começarmos a refletir sobre o Sermão da Montanha.
Que beleza de ensinamento e de mensagem e, acima de tudo, de regra para a nossa vida se quisermos viver a vontade de Deus e tudo aquilo que há e precisamos para a nossa salvação, o Sermão da Montanha nos dá as dicas e os ensinamentos fundamentais para isso.
O Sermão das Bem-aventuranças é como se fosse o segredo da felicidade. “Bem-aventurados” quer dizer “felizes”. O mundo proclama que é feliz quem tem dinheiro, quem tem posses, quem tem poder, quem vive o prazer como bem quiser. Jesus, o Senhor da Vida, vem nos mostrar onde é que está o sentido da vida e como, de fato, podemos ser felizes para sempre.
A felicidade consiste na pobreza evangélica, em viver o desprendimento e o despojamento e não se apegar a nada. Quem não tem, deve trabalhar para ter com honestidade sem se afligir porque não tem. E aqueles que têm, devem saber dividir com quem não têm e viver como se não tivesse. Despojado, desapegado, porque deste mundo nós nada levamos!
Bem-aventurados aqueles que confiam no Senhor, mesmo em meio às aflições que a vida proporciona, porque é de Deus que recebe o consolo; quem sabe em Deus confiar e não coloca em nenhum outro a sua confiança.
Feliz de quem vive a mansidão do Espírito e não vive na agitação, na revolta e não se torna rebelde a Deus e a tudo, porque é o próprio Deus quem vem saciar a nossa fome e a nossa sede de justiça.
Feliz e bem-aventurado é quem tem um coração misericordioso, assim como Deus se compadece de nossas misérias e fraquezas, alcança a misericórdia aquele que sabe agir com misericórdia para com o seu próximo.
Bem-aventurados serão aqueles que promovem a paz; que não promovem disputas, brigas, competições e discórdia entre os homens, mesmo que as situações pareçam conflituosas.
Bem-aventurados são aqueles que vivem a pureza de coração e não se entregam às impurezas deste mundo, não se entregam à malícia e a toda e qualquer sujeira que este mundo deseja colocar dentro de nós.
Deus tem um plano para a nossa felicidade, Ele nos quer plenamente felizes, a receita está na Sua Palavra, porque só o Senhor tem palavras de vida eterna!
Fonte Canção Nova

Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

in Corde Jesu, semper. 

sábado, 4 de junho de 2016

SÃO BONIFÁCIO

Soube proporcionar elo do Cristianismo nascente na Alemanha com Roma, assim como bem evangelizou os quatro cantos de sua região.

Com alegria, celebramos vida de total entrega a Deus, deste santo que se tornou o “Apóstolo da Alemanha”. São Bonifácio nasceu em 675 e recebeu o nome de batismo de Winfrido e com o passar da vida, no seguimento ao Divino Mestre, tornou-se monge beneditino.
O coração de Bonifácio era sereno como o dos seus irmãos monges, porém, inquieto por causa do seu ardor missionário, sendo assim ao se apresentar ao Papa recebeu sua investidura de missionário, fato que mudou sua vida e seu nome de Winfrido para Bonifácio, em memória de um grande mártir. Ordenado Bispo, São Bonifácio soube proporcionar elo do Cristianismo nascente na Alemanha com Roma, assim como bem evangelizou os quatro cantos de sua região, através de muitos mosteiros e dioceses que nasceram por sua causa.
Docilidade e firmeza, timidez e coragem, oração e ação estavam presentes em sua pessoa e em seu fecundo apostolado, que não se resumiu na Alemanha, pois ao estabelecer sede episcopal, deixou tudo nas mãos de outro Bispo e foi evangelizar o Norte da Europa. Aconteceu que ao ir para Dokkin a convite para celebrar o Crisma, São Bonifácio e outros cristãos foram atacados e mortos por pagãos, isso em 754.
São Bonifácio, rogai por nós!

LITURGIA DO DIA 05/06/2016 - Domingo - "Eu te ordeno, levanta-te"

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DOMINGO

Ano: C

Santo do dia: São Bonifácio, monge beneditino.

Cor litúrgica do dia: VERDE

Anos Pares

10ª Domingo do Tempo Comum.


Primeira leitura  


Leitura do Primeiro Livro dos Reis (17,17-24)

Naqueles dias:
17 Sucedeu que o filho da dona da casa caiu doente,
e o seu mal era tão grave que ele já não respirava.
18 Então a mulher disse a Elias:
'O que há entre mim e ti, homem de Deus?
Porventura vieste à minha casa
para me lembrares os meus pecados
e matares o meu filho?'
19 Elias respondeu-lhe:
'Dá-me o teu filho!'
Tomando o menino do seu regaço,
levou-o ao aposento de cima onde ele dormia,
e o pôs em cima do seu leito.
20 Depois, clamou ao Senhor, dizendo:
'Senhor, meu Deus,
até a viúva, em cuja casa habito como hóspede,
queres afligir, matando-lhe seu filho?'
21 Depois, por três vezes,
ele estendeu-se sobre o menino e suplicou ao Senhor: 
'Senhor, meu Deus,
faze, te rogo, que a alma deste menino
volte às suas entranhas'.
22 O Senhor ouviu a voz de Elias:
a alma do menino voltou a ele
e ele recuperou a vida.
23 Elias tomou o menino, desceu com ele
do aposento superior para o interior da casa,
e entregou-o à sua mãe, dizendo:
'Eis aqui o teu filho vivo'.
24 A mulher exclamou:
'Agora vejo que és um homem de Deus,
e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca'.

- Palavra do Senhor.

R. Graças a Deus.

Salmo Responsorial  
(Sl 29,2.4.5-6.11.12a.13b (R.2a.4b))

R.Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes
e preservastes minha vida da morte.!

2 Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,*
e não deixastes rir de mim meus inimigos!
4 Vós tirastes minha alma dos abismos*
e me salvastes, quando estava já morrendo!   R.

5 Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,*
dai-lhe graças e invocai seu santo nome!
6 Pois sua ira dura apenas um momento,*
mas sua bondade permanece a vida inteira;
se à tarde vem o pranto visitar-nos,*
de manhã vem saudar-nos a alegria.   R.

11 Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!*
Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!
12 Transformastes o meu pranto em uma festa,*
13 Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!   R.


Segunda leitura  


Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas (1,11-19)


11 Asseguro-vos, irmãos,
que o evangelho pregado por mim
não é conforme a critérios humanos.
12 Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum,
mas por revelação de Jesus Cristo.
13 Certamente ouvistes falar
como foi outrora a minha conduta no judaísmo,
com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus
14 e como progredia no judaísmo
mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me
extremamente zeloso das tradições paternas.
15 Quando, porém,
aquele que me separou desde o ventre materno
e me chamou por sua graça
16 se dignou revelar-me o seu Filho,
para que eu o pregasse entre os pagãos,
não consultei carne nem sangue
17 nem subi, logo, a Jerusalém
para estar com os que eram apóstolos antes de mim.
Pelo contrário, parti para a Arábia
e, depois, voltei ainda a Damasco.
18 Três anos mais tarde, fui a Jerusalém
para conhecer Cefas
e fiquei com ele quinze dias.
19 E não estive com nenhum outro apóstolo,
a não ser Tiago, o irmão do Senhor.
- Palavra do Senhor.

R. Graças a Deus.

Evangelho
— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas(7,11-17)

R. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo:
11 Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim.
Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão.
12 Quando chegou à porta da cidade,
eis que levavam um defunto,
filho único; e sua mãe era viúva.
Grande multidão da cidade a acompanhava.
13 Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela
e lhe disse: 'Não chore!'
14 Aproximou-se, tocou o caixão,
e os que o carregavam pararam.
Então, Jesus disse:
'Jovem, eu te ordeno, levanta-te!'
15 O que estava morto sentou-se e começou a falar.
E Jesus o entregou à sua mãe.
16 Todos ficaram com muito medo
e glorificavam a Deus, dizendo:
'Um grande profeta apareceu entre nós
e Deus veio visitar o seu povo.'
17 E a notícia do fato espalhou-se pela Judéia inteira,
e por toda a redondeza.
—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
O Evangelho do X Domingo (Lc 7, 11-17), nos apresenta Jesus que se encontra com um cortejo fúnebre. Uma pobre viúva chora a morte do seu único filho. “Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores” (Lc 7, 13). E movido pela compaixão, diz Jesus: “Jovem, Eu te ordeno, levanta-te” (Lc 7, 14). Como à mãe pediu que não chorasse, ao filho morto ordena que se levante! Somente quem é Senhor da vida pode falar desta maneira e com palavras que fazem aquilo que exprimem! “O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe” (Lc 7, 15).

                Também na primeira leitura se registra a ressurreição de um menino, filho da viúva de Sarepta, feito por Elias (Cf. 1 Rs 17, 17-24). Mas, que diferença! O profeta orou primeiro ao Senhor: “Senhor, meu Deus, fazei que a alma deste menino volte a entrar nele” (1 Rs 17,21). Jesus pelo contrário não necessita de recorrer ao gesto e à súplica, mas dá simplesmente uma ordem: “Levanta-te”, traduzindo a autoridade de quem age por virtude própria.

                Jesus vê a angústia daquelas pessoas com quem se cruza ocasionalmente. Podia ter passado de lado e ter esperado que O chamassem e Lhe fizessem um pedido. Mas não Se afasta, nem fica na expectativa. Toma Ele mesmo a iniciativa, movido pela afeição de uma viúva que perdera a única coisa que lhe restava – o filho.

                Comentando este fato do filho da viúva da Naim, diz São Josemaria Escrivá: “Explica o evangelista que Jesus Se compadeceu: talvez a Sua comoção tivesse também sinais externos, como pela morte de Lázaro. Jesus não era, nem é, insensível ao sofrimento que nasce do amor, nem sente prazer em separar os filhos dos pais. Supera a morte, para dar a vida, para que aqueles que se amam convivam […].

                Cristo sabe que O rodeia uma grande multidão, a quem o milagre encherá de pasmo e que há de ir apregoando o sucedido por toda aquela região. Mas o Senhor não age com artificialismo, só para praticar um feito; sente-Se particularmente afetado pelo sofrimento daquela mulher; não pode deixar de a consolar. Então, aproximou-Se e disse-lhe: não chores (Lc 7,13). Que é como se lhe dissesse: não te quero ver desfeita em lágrimas, pois Eu vim trazer à terra a alegria e a paz. E imediatamente se dá o milagre, manifestação do poder de Cristo, Deus. Mas antes já se dera a comoção da Sua alma, manifestação evidente da ternura do coração de Cristo, Homem” (Cristo que passa, nº 166).

                A alegria da mãe ao recuperar vivo o seu filho recorda a alegria da Igreja pelos seus filhos pecadores que retornam, pelo Sacramento da Confissão, à vida da graça. Comenta Santo Agostinho: “A mãe viúva alegra-se com o seu filho ressuscitado. A mãe Igreja alegra-se diariamente com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele, morto quanto ao corpo, estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem chora nem se vê. Busca estes mortos o que os conhece, o que os pode fazer regressar à vida” (Salmo 98,2).

                Hoje, na 2ª leitura (Gál. 1, 11-19) São Paulo recorda a sua conversão. Fala dela aos Gálatas com a maior franqueza: “certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus” (Gál. 1, 13). Mas, quando a graça o derrubou na estrada de Damasco, “não consultei a carne nem o sangue” (Gál. 1, 16), mudou a sua rota e consagrou-se inteiramente ao Evangelho de Cristo. Estes são os milagres que o Senhor continua a fazer constantemente, ressuscitando, para uma nova vida, tantas criaturas dominadas pelo pecado. Mas é preciso que alguém chore e sofra para obter estas ressurreições. Diz Santo Ambrósio, dirigindo-se ao pecador: “Chore por ti, madre Igreja, que intervém, por cada um dos seus filhos, como a mãe viúva pelo seu único filho… E um povo numerosíssimo (o povo dos crentes) participe também na dor dessa extremosa mãe”.

                O milagre que Jesus fez, ressuscitando o filho da viúva, nos dá um grande exemplo dos sentimentos que devemos ter diante das desgraças alheias. Devemos aprender de Jesus! E para termos um coração semelhante ao seu, devemos recorrer em primeiro lugar à oração: “Temos de pedir ao Senhor que nos conceda um coração bom, capaz de se compadecer das penas das criaturas, capaz de compreender que, para remediar os tormentos que acompanham e não poucas vezes angustiam as almas neste mundo, o verdadeiro bálsamo é o amor, a caridade: todos os outros consolos apenas servem para distrair por um momento e deixar mais tarde um saldo de amargura e desespero” (São Josemaria Escrivá, é Cristo que passa, nº 167).

                Pois bem, assim como o amor a Deus não se reduz a um sentimento, mas leva a obras que o manifestem, assim também o nosso amor ao próximo deve ser um amor eficaz. É o que nos diz S. João: “Não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e de verdade” (1 Jo 3,18).

                Jesus Cristo ao falar do Juízo, declarou: “Vinde benditos de meu Pai… tive fome e me destes de comer…” (Mt 25, 31-40).

                Peçamos a Deus uma caridade vigilante, porque, para se conseguir a salvação é necessário reconhecer Cristo que nos sai ao encontro nos nossos irmãos, os homens. Todos os dias Ele sai ao nosso encontro: na família, no trabalho, na rua… Ele, Jesus.

Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

in Corde Jesu, semper.