sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS TADEU

Celebramos na alegria a fé dos apóstolos São Simão e São Judas Tadeu, colunas e fundamento da verdade do Reino

Resultado de imagem para São Simão e São Judas TadeuSão Simão: Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa “zeloso”. Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia. Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.
Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos. Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.
São Judas Tadeu: Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).
Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.
Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia. Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu. Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.
São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.
São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!
Fonte Canção Nova

LITURGIA DO DIA 29/10/2016 - " Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!"

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SÁBADO

Santo do dia: São Narciso .

Cor litúrgica do dia: VERDE

Ano "C" - São Lucas.

30ª Semana do Tempo Comum.


Primeira leitura  



- Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses (1,18b-26)

Irmãos: 
18b De qualquer maneira, 
com segundas intenções ou com sinceridade, 
Cristo é anunciado. 
E eu me alegro com isso, e sempre me alegrarei. 
19 Pois eu sei que isso resultará na minha salvação 
graças à vossa oração 
e à assistência do Espírito de Jesus Cristo. 
20 Segundo a minha viva expectativa e a minha esperança, 
não terei de corar de vergonha. 
Se a minha firmeza continuar total, como sempre, 
então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, 
seja pela minha vida, seja pela minha morte. 
21 Pois para mim, o viver é Cristo 
e o morrer é lucro. 
22 Entretanto, se o viver na carne significa 
que meu trabalho será frutuoso, 
neste caso, não sei o que escolher. 
23 Sinto-me atraído para os dois lados: 
tenho o desejo de partir, para estar com Cristo 
- o que para mim seria de longe o melhor - 
24 mas para vós é mais necessário 
que eu continue minha vida neste mundo. 
25 Por isso, sei com certeza 
que vou ficar e continuar com vós todos, 
para que possais progredir e alegrar-vos na fé. 
26 Assim, com a minha volta para junto de vós, 
vai aumentar ainda a razão de vos gloriardes em Cristo Jesus. 

- Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus.

Salmo Responsorial  
(Sl 41 (42),2. 3. 5 (R. 3a))


R. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

2 Assim como a corça suspira * 
pelas águas correntes, 
suspira igualmente minh'alma * 
por vós, ó meu Deus!   R.

3 Minha alma tem sede de Deus, * 
e deseja o Deus vivo. 
Quando terei a alegria de ver * 
a face de Deus?   R.

5 Recordo saudoso o tempo * 
em que ia com o povo. 
Peregrino e feliz caminhando * 
para a casa de Deus, 
entre gritos, louvor e alegria * 
da multidão jubilosa.   R. 

Evangelho

— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (14,1.7-11)

R. Glória a vós, Senhor.

Aconteceu que, num dia de sábado, 
Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. 
E eles o observavam. 
7 Jesus notou como os convidados 
escolhiam os primeiros lugares. 
Então contou-lhes uma parábola: 
8 'Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, 
não ocupes o primeiro lugar. 
Pode ser que tenha sido convidado 
alguém mais importante do que tu, 
9 e o dono da casa, que convidou os dois, 
venha te dizer: 'Dá o lugar a ele'. 
Então tu ficarás envergonhado 
e irás ocupar o último lugar. 
10 Mas, quando tu fores convidado, 
vai sentar-te no último lugar. 
Assim, quando chegar quem te convidou, 
te dirá: 'Amigo, vem mais para cima'. 
E isto vai ser uma honra para ti 
diante de todos os convidados. 
11 Porque quem se eleva, será humilhado 
e quem se humilha, será elevado.' 

—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
O mundo em que vivemos é marcado pela concorrência, pela luta constante no sentido de superar as outras pessoas. É sempre uma luta de um contra os outros para vencer, estar por cima, e, por causa dessa concorrência, nunca sobra lugar para a amizade, o amor e a fraternidade. Jesus nos mostra que entre nós, que somos seus discípulos, não deve ser assim. Devemos buscar a promoção das pessoas, valorizar aqueles que estão ao nosso lado, a fim de que, promovendo as pessoas, elas também nos promovam, de modo que temos o crescimento de todos e não apenas de alguns e vivamos como irmãos, filhos do mesmo Pai que está nos céus, e não como inimigos em uma batalha constante.
Fonte CNBB

- HUMILDADE E HOSPITALIDADE Lc 14,1.7-11:

Este Evangelho nos ajuda a corrigir um preconceito sumamente difundido. «Num sábado, Jesus entrou para comer na casa de um dos principais fariseus. Eles o observavam atentamente». Ao ler o Evangelho a partir de um certo ponto de vista, acabou-se fazendo dos fariseus o modelo de todos os vícios: hipocrisia, falsidade; os inimigos por antonomásia de Jesus. Com estes significados negativos, o termo «fariseu» passou a fazer parte do dicionário de nossa língua e de outras muitas.

Semelhante idéia dos fariseus não é correta. Entre eles havia certamente muitos elementos que respondiam a esta imagem e Cristo os enfrenta. Mas nem todos eram assim. Nicodemos, que vai ver Jesus de noite e que depois o defende ante o Sinédrio, era um fariseu (cf. João 3, 1; 7, 50ss). Também Saulo era fariseu antes da conversão, e era certamente uma pessoa sincera e zelosa, ainda que não estivesse bem iluminado. Outro fariseu era Gamaliel, que defendeu os apóstolos ante o Sinédrio (cf. Atos 5, 34 e seguintes).

As relações de Jesus com os fariseus não foram só de conflito. Compartilhavam muitas vezes as mesmas convicções, como a fé na ressurreição dos mortos, no amor de Deus e no compromisso como primeiro e mais importante mandamento da lei. Alguns, como neste caso, inclusive o convidam para uma refeição em sua casa. Hoje se considera que mais que os fariseus, quem queria a condenação de Jesus eram os saduceus, a quem pertencia a casta sacerdotal de Jerusalém.

Por todos estes motivos, seria sumamente desejável deixar de utilizar o termo «fariseu» em sentido depreciativo. Ajudaria ao diálogo com os judeus, que recordam com grande honra o papel desempenhado pela corrente dos fariseus em sua história, especialmente após a destruição de Jerusalém.

Durante a refeição, naquele sábado, Jesus ofereceu dois ensinamentos importantes: um dirigido aos «convidados» e outro para o «anfitrião». Ao dono da casa, Jesus disse (talvez diante dele ou só em presença de seus discípulos): «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides seus amigos, nem seus irmãos, nem seus parentes, nem os vizinhos ricos…». É o que o próprio Jesus fez, quando convidou ao grande banquete do Reino os pobres, os aflitos, os humildes, os famintos, os perseguidos.

Mas nesta ocasião quero deter-me a meditar no que Jesus diz aos «convidados». «Se te convidam a um banquete de bodas, não te coloques no primeiro lugar…». Jesus não quer dar conselhos de boa educação. Nem sequer pretende alentar o sutil cálculo de quem se põe em uma fila, com a escondida esperança de que o dono lhe peça que se aproxime. A parábola nisso pode dar pé ao equívoco, se não se levar em consideração o banquete e o dono dos quais Jesus está falando. O banquete é o universal do Reino e o dono é Deus.

Na vida, quer dizer Jesus, escolhe o último lugar, procura contentar os demais mais que a ti mesmo; sê modesto na hora de avaliar seus méritos, deixa que sejam os demais quem os reconheçam e não tu («ninguém é bom juiz em causa própria»), e já desde esta vida Deus te exaltará. Ele te exaltará com sua graça, te fará subir na hierarquia de seus amigos e dos verdadeiros discípulos de seu Filho, que é o que realmente importa.

Ele te exaltará também na estima dos demais. É um fato surpreendente, mas verdadeiro. Não só Deus «se inclina ante o humilde e rejeita o soberbo» (cf. Salmo 107, 6); também o homem faz o mesmo, independentemente do fato de ser crente ou não. A modéstia, quando é sincera, não artificial, conquista, faz que a pessoa seja amada, que sua companhia seja desejada, que sua opinião seja desejada.

Vivemos em uma sociedade que tem suma necessidade de voltar a escutar esta mensagem evangélica sobre a humildade. Correr para ocupar os primeiros lugares, talvez pisoteando, sem escrúpulos, a cabeça dos demais, são características desprezadas por todos e, infelizmente, seguidas por todos. O Evangelho tem um impacto social, inclusive quando fala de humildade e hospitalidade.

Pai, faz-me humilde e discreto no trato humano. E que eu não aspire grandeza humana. Basta-me ser reconhecido e exaltado por ti.
Fonte Canção Nova
Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

- in Corde Jesu, semper.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

LITURGIA DO DIA 28/10/2016 - "Seu som ressoa e se espalha em toda terra. "

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SEXTA-FEIRA

Santo do dia: São Simão e São Judas Tadeu.

Cor litúrgica do dia: VERMELHO 

Ano "C" - São Lucas. 

30ª Semana do Tempo Comum.

 Primeira leitura  
 
- Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (2,19-22)
Irmãos:
19 Já não sois mais estrangeiros nem migrantes,
mas concidadãos dos santos.
Sois da família de Deus.
20 Vós fostes integrados no edifício
que tem como fundamento os apóstolos e os profetas,
e o próprio Jesus Cristo como pedra principal.
21 É nele que toda a construção se ajusta e se eleva
para formar um templo santo no Senhor.
22 E vós também sois integrados nesta construção,
para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

- Palavra do Senhor. 
R. Graças a Deus

Salmo Responsorial  
(Sl 18(19A),2-5 (R. 5a))

R. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

2 Os céus proclamam a glória do Senhor, *
e o firmamento, a obra de suas mãos;
3 o dia ao dia transmite esta mensagem, *
a noite à noite publica esta notícia.   R.

4 Não são discursos nem frases ou palavras, *
nem são vozes que possam ser ouvidas;
5 seu som ressoa e se espalha em toda a terra, *
chega aos confins do universo a sua voz.   R.

Evangelho  
— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (6,12-19)
R. Glória a vós, Senhor.

12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. 
E passou a noite toda em oração a Deus. 
13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos 
e escolheu doze dentre eles, 
aos quais deu o nome de apóstolos: 
14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; 
Tiago e João; 
Filipe e Bartolomeu; 
15 Mateus e Tomé; 
Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 
16 Judas, filho de Tiago, 
e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 
17 Jesus desceu da montanha com eles 
e parou num lugar plano. 
Ali estavam muitos dos seus discípulos 
e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, 
do litoral de Tiro e Sidônia. 
18 Vieram para ouvir Jesus 
e serem curados de suas doenças. 
E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus 
também foram curados. 
19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, 
porque uma força saía dele, e curava a todos. 

—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam. Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos auto-suficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos.
Fonte CNBB

- A ORAÇÃO E ELEIÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS Lc 6,12-19:

Jesus nunca subestimou a sua missão. Ele sabia da grande responsabilidade que era escolher, dentre muitos, os doze apóstolos que seriam os continuadores da sua obra aqui na Terra. Portanto, Ele subiu à montanha para em oração ao Pai fazer o discernimento. Quando desceu Ele estava seguro de que os seus escolhidos eram aqueles à quem o Pai havia destinado para pôr em prática o seu projeto salvífico. Até Judas teve o seu papel específico no plano de salvação de Deus Pai. Muitas vezes nós também rezamos, fazemos o discernimento e no primeiro sinal de que algo não vai muito bem, nós começamos a duvidar da nossa oração e do direcionamento do Senhor. Fica para nós o exemplo: Jesus ainda não sabia que entre os escolhidos havia um traidor, mas nunca duvidou de que fez a escolha certa segundo a vontade do Pai.

Para muitas coisas na vida nós nos preparamos, nós nos aprimoramos, nós nos adestramos. Porém, nas tomadas de decisões nós nos confundimos e não temos o mesmo cuidado. Agimos por impulso, por sentimento, por preferências pessoais. Jesus veio ao mundo não apenas para nos salvar da morte eterna. Ele veio nos ensinar a viver a vida em harmonia com o pensamento de Deus e, assim, descobrir o que é ou não agradável ao Pai a fim cumprir no mundo a missão que nos é proposta.

Ele nos instrui sobre o que fazer antes de tomar qualquer decisão, de resolver qualquer problema, de escolher, de fazer opções, enfim, antes de enfrentar as multidões. “…foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus,” a fim de escolher os doze apóstolos a quem Ele entregaria a sua Igreja. Ao amanhecer Ele já sabia o que fazer: entre muitos Ele escolheu somente doze. Unicamente depois de escutar o Pai foi que Jesus tomou a iniciativa de reunir os seus discípulos e fazer a escolha conforme o Pai lhe havia segredado. Será que Jesus escolheu os melhores, os mais preparados, os mais capazes, os mais obedientes? Dentre os doze, haviam traidores, descrentes, pretensiosos, nenhum deles era exemplo de santidade. Porém, Jesus tinha a convicção de que aqueles lá eram os eleitos do Pai e por isso não relutou em chamá-los.

Muitas vezes nós também nos prostramos aos pés do Pai e pedimos orientação para a nossa caminhada. Falta-nos, no entanto, a paciência para esperar o fruto das escolhas que fazemos sob a orientação do Espírito. No primeiro contratempo nós já estamos nos decepcionando e nos frustrando, achando que fizemos as escolhas erradas e culpamos a Deus pelos acontecimentos. Jesus sabia que na sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os seus escolhidos. Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não desistiu e foi com eles, até o fim. Precisamos também nós, estarmos firmes e convictos em tudo quanto nos for revelado pelo Pai, em oração.

A sua Palavra é a garantia para confirmar o que Ele nos confidenciar durante a oração. Não tenhamos medo de confiar na força do Espírito Santo quando precisarmos de orientação. Jesus é o nosso modelo, o nosso Mestre e com Ele nós aprendemos a viver, sem temor, o que Deus nos mandar fazer.

Quando nós também subirmos à montanha para orar estejamos certos de que lá o Senhor nos dará a orientação segura para que possamos descer e enfrentar a multidão e até os traidores com serenidade e segurança. O que você faz quando tem que tomar uma decisão importante: pede o conselho dos homens ou o conselho de Deus? Você se reúne com alguém em oração para fazer suas opções de vida? Você pede ajuda a pessoas que têm intimidade com Deus? Você costuma orar pedindo discernimento para suas ações? Quando você reza e as coisas não acontecem de acordo com o que você esperava, qual é a sua reação? Você confia que o Senhor sempre dá o direcionamento seguro mesmo que haja algum contratempo em algum momento? Peça ao Senhor a graça da perseverança na oração.

O seu irmão, em Cristo Jesus, envia-lhe a benção do alto.
Fonte Canção Nova
Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

- in Corde Jesu, semper.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LITURGIA DO DIA 27/10/2016 - " Bendito seja o Senhor, meu rochedo"

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QUINTA-FEIRA

Santo do dia: São Gonçalo de Lagos.

Cor litúrgica do dia: VERDE

Ano "C" - São Lucas.

30ª Semana do Tempo Comum.


Primeira leitura  


- Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (6,10-20)

10 Para terminar, irmãos, 
confortai-vos no Senhor, 
e no domínio de sua força, 
11 revesti-vos da armadura de Deus, 
para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 
12 Pois não é a homens que enfrentamos, 
mas as autoridades, os poderes, 
as dominações deste mundo de trevas, 
os espíritos do mal que estão nos céus. 
13 Revesti, portanto, a armadura de Deus, 
a fim de que no dia mau possais resistir 
e permanecer firmes em tudo. 
14 De pé, portanto! 
Cingi os vossos rins com a verdade, 
revesti-vos com a couraça da justiça 
15 e calçai os vossos pés 
com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 
16 Tomai o escudo da fé, 
o qual vos permitirá apagar 
todas as flechas ardentes do Maligno. 
17 Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, 
isto é, a Palavra de Deus. 
18 Com preces e súplicas de vária ordem, 
orai em todas as circunstâncias, no Espírito, 
e vigiai com toda a perseverança, 
intercedendo por todos os santos. 
19 Orai também por mim, 
para que a palavra seja colocada em minha boca 
para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 
20 do qual sou embaixador acorrentado. 
Possa eu, como é minha obrigação, 
proclamá-lo com toda a ousadia. 

- Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus.

Salmo Responsorial  
(Sl 143 (144), 1. 2. 9-10 (R. 1a))

R. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

1 Bendito seja o Senhor, meu rochedo, +
que adestrou minhas mãos para a luta, *
e os meus dedos treinou para a guerra!   R.

2 Ele é meu amor, meu refúgio, *
libertador, fortaleza e abrigo;
É meu escudo: é nele que espero, *
ele submete as nações a meus pés.   R.

9 Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, *
nas dez cordas da harpa louvar-vos,
10 a vós que dais a vitória aos reis *
e salvais vosso servo Davi.   R.

Evangelho

— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (13,31-35)

R. Glória a vós, Senhor.

31 Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se 
e disseram a Jesus: 
'Tu deves ir embora daqui, 
porque Herodes quer te matar.' 
32 Jesus disse: 'Ide dizer a essa raposa: 
eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; 
e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 
33 Entretanto, preciso caminhar hoje, 
amanhã e depois de amanhã, 
porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 
34 Jerusalém, Jerusalém! 
Tu que matas os profetas 
e apedrejas os que te foram enviados! 
Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, 
como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, 
mas tu não quiseste! 
35 Eis que vossa casa ficará abandonada. 
Eu vos digo: não me vereis mais, 
até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: 
Bendito aquele que vem em nome do Senhor.' 

—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
A ameaça de morte não faz com que Jesus se acovarde, a sua resposta é bem clara: "devo prosseguir o meu caminho, pois não convém que um profeta perece fora de Jerusalém". Jesus vai seguir o seu caminho até o fim porque a sua fidelidade ao Pai está acima de todas as coisas, inclusive da sua própria vida, que ele vai entregar livremente em Jerusalém para que o homem seja resgatado do reino da morte. O mundo não quer a vida do profeta, não quer que ele chegue a realizar a sua missão e todos os que são do mundo, religiosos ou não, não toleram a presença do profeta, embora a sua morte contribua para a salvação de todos.
Fonte CNBB

- JESUS E A SUA MISSÃO Lc 13,31-35:

Caminhando para Jerusalém, Jesus atravessava cidades e povoados e firmemente caminhava para o desfecho final. Por outro lado estão os fariseus que, na sua ignorância, preveniam-no de que Herodes procurava matá-lo. Porém, Jesus continuava firme no seu propósito de fazer a vontade do Pai e não estava preocupado com o que Herodes poderia fazer com Ele. Por isso, afirmava que continuaria operando milagres até que seus dias chegassem ao fim. Ele caminhava para a morte e tinha consciência do que iria ter que enfrentar. Ele sabia muito bem o que o esperava em Jerusalém, mas era para lá que Ele deveria caminhar. Jerusalém, a cidade santa, seria o palco dos acontecimentos. Era lá que estava erguido o templo e, ao mesmo tempo, seria lá que Jesus morreria e, depois de três dias, ressuscitaria.

Jerusalém é, também hoje, o nosso destino. É para a Jerusalém celeste que nós caminhamos. Jesus Cristo abriu o caminho para nós, não precisaremos ser flagelados nem crucificados porque Ele mesmo já o foi por nós, entretanto haveremos de caminhar com coragem para atravessarmos os vales sombrios da nossa vida.

Colocando na nossa vida prática nós podemos tirar como mensagem o exemplo da determinação de Jesus diante da missão a que Ele se propunha. Não temeu os homens, mas permaneceu fiel ao Pai. Ele, como homem, tinha inteira liberdade para dar justificativas de afastar-se de Jerusalém porque o rei  queria matá-lo. No entanto, o seu ideal de vida era justamente “beber o cálice” que lhe estava destinado. E, assim, permaneceu fiel aos seus propósitos. Jesus chorou diante das muralhas de Jerusalém lamentando sua rebeldia e obstinação em não aceitá-lo como Salvador. Chorou por aqueles que não o acolheram e previu para eles um tempo de abandono e dispersão. Nós podemos também colocar-nos no lugar de Jerusalém, isto é, do povo que não aceita a salvação de Jesus e não aproveita o tempo em que é visitado. Muitas vezes rejeitamos a Deus, não caminhamos segundo sua Palavra, não seguimos os seus ensinamentos e perdemos o precioso tempo que estamos vivendo aqui na terra. Jesus também chora diante de nós e lamenta a nossa ignorância, mas, mesmo assim, torce e espera que nós, no devido tempo, possamos ainda dizer de coração: “Bendito aquele que veio em nome do Senhor”. Hoje, também, todos aqueles que não acolhem Jesus como Salvador e Senhor, vivem abandonados, sem templo, à espera daquele que ainda virá.

Como você tem agido diante das dificuldades do dia-a-dia? Você tem desistido de assumir a salvação em vista das dificuldades? Você tem coragem de enfrentar os “seus inimigos” como Jesus os enfrentou? Você tem medo de se entregar pela causa do Evangelho? Você é uma pessoa que caminha firme para a santidade mesmo sabendo que dificuldades o(a) esperam? Você foge da realidade quando percebe algum indício de sofrimento? Lembre-se: como vimos, a atividade de Jesus provoca temor e reação das autoridades. Todavia, Jesus não as teme, e continua a realizar a missão que liberta as pessoas e que ao mesmo tempo vai levá-lo à morte. Assim como Ele fez, também devem fazer os seus discípulos e missionários.

Pai, predispõe-me pela força do teu Espírito a acolher a salvação que teu Filho Jesus me oferece, fazendo-me digno deste dom supremo de tua bondade.
Fonte Canção Nova
Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

- in Corde Jesu, semper.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

LITURGIA DO DIA 26/10/2016 - "O Senhor cumpre sempre suas promessas"

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QUARTA-FEIRA

Santo do dia: São Luís Orione.


Cor litúrgica do dia: VERDE

Ano "C" - São Lucas.

30ª Semana do Tempo Comum.


Primeira leitura  


- Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (6,1-9)

1 Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, 
pois isto é que é justo. 
2 'Honra teu pai e tua mãe' 
- é o primeiro mandamento - 
que vem acompanhado de uma promessa: 
3 'a fim de que tenhas felicidade 
e longa vida sobre a terra'. 
4 Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, 
mas, para educá-los, 
recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. 
5 Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo 
com respeito e tremor, 
de coração sincero, 
como a Cristo, 
6 não para servir aos olhos, 
como quem busca agradar aos homens, 
mas como escravos de Cristo, 
que se apressam em fazer a vontade de Deus. 
7 Servi de boa vontade, 
como se estivésseis servindo ao Senhor, 
e não a homens. 
8 Vós o sabeis: 
o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, 
ele tornará a recebê-lo do Senhor. 
9 E vós, senhores, fazei o mesmo para com os escravos. 
Deixai de lado a ameaça; 
vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus 
e diante dele não há acepção de pessoas. 

- Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus.

Salmo Responsorial  
(Sl 144 (145),10-14 (R. 13c))

R. O Senhor cumpre sempre suas promessas!

10 Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, * 
e os vossos santos com louvores vos bendigam! 
11 Narrem a glória e o esplendor do vosso reino * 
e saibam proclamar vosso poder!   R.

12 Para espalhar vossos prodígios entre os homens * 
e o fulgor de vosso reino esplendoroso. 
13a O vosso reino é um reino para sempre, * 
13b vosso poder, de geração em geração.   R.

13c O Senhor é amor fiel em sua palavra, * 
13d é santidade em toda obra que ele faz. 
14 Ele sustenta todo aquele que vacila * 
e levanta todo aquele que tombou.   R.

Evangelho

— O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (13,22-30)

R. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo:
22 Jesus atravessava cidades e povoados,
ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém.
23 Alguém lhe perguntou:
'Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?'
Jesus respondeu:
24 'Fazei todo esforço possível
para entrar pela porta estreita.
Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar
e não conseguirão.
25 Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a
porta, vós, do lado de fora,
começareis a bater, dizendo:
`Senhor, abre-nos a porta!'
Ele responderá: `Não sei de onde sois.'
26 Então começareis a dizer:
`Nós comemos e bebemos diante de ti,
e tu ensinaste em nossas praças!'
27 Ele, porém, responderá: `Não sei de onde sois.
Afastai-vos de mim
todos vós que praticais a injustiça!' 
28 Ali haverá choro e ranger de dentes,
quando virdes Abraão, Isaac e Jacó,
junto com todos os profetas no Reino de Deus,
e vós, porém, sendo lançados fora.
29 Virão homens do oriente e do ocidente,
do norte e do sul,
e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus.
30 E assim há últimos que serão primeiros,
e primeiros que serão últimos.'

—  Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor.
Homilia
A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.
Fonte CNBB

- Faça todo esforço possível para entrar pela porta estreita:

Nós não podemos relaxar, nós precisamos com todo o nosso coração nos entregar, para valer, para que o Reino de Deus aconteça entre nós, para que possamos passar por essa porta, que é estreita, mas é a porta que nos salva!

“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão” (Lucas 13, 24).

A pergunta que foi feita hoje a Jesus é: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” (Lucas 13, 23), o Senhor não respondeu nem que “sim” nem que “não”, mas apenas deu a deixa e o recado: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita” (Lucas 13, 24).

Não é que no Reino do Céus caiba pouca gente. Lá cabe o mundo inteiro, o universo, mas a porta de entrada para esse Reino não é larga, não está aberta para todo o mundo passar! É preciso fazer um esforço para poder se encaixar, para não ficar preso na porta ou então ser barrado e ficar do lado de fora.

Deixe-me dizer a você: a primeira coisa é que a palavra “esforço” já nos diz muito bem o que nós precisamos, de fato, fazer. Esforço quer dizer: se esforçar, ter uma força de vontade muito grande. O esforço é o contrário da mediocridade, porque o medíocre simplesmente fica paralisado e é paralisado pela vida, não se esforça, para no que não dá conta, naquilo que não consegue e diz: “Ah, está bom! É assim mesmo! Eu não posso mais!”.

Não, meus irmãos, nós precisamos de pulso, de firmeza e, muitas vezes, apertar o cerco com nós mesmos. Primeiro com a nossa vontade. Como precisamos disciplinar a nossa vontade, e a primeira coisa para é não fazermos tudo o que temos vontade, porque, frequentemente, a nossa vontade é enganosa, é rebelde e nos conduz pelos maus caminhos da vida, nos conduz a dizermos o que não deveria ser dito, a fazer o que não deveria ser feito e deixar de fazer o que era necessário.

Precisamos, muitas vezes, contrariar a nossa vontade para que ela seja disciplinada, guiada e orientada para o bem. Não há dificuldade para entrar no Reino dos Céus. É preciso apenas que nos coloquemos à disposição de fazer bem todas as coisas, amar a Deus sobre todas as coisas. Assim, percebemos que: “amar a Deus sobre todas as coisas” não é uma coisa simples, é preciso dar o melhor de si, é preciso um esforço. Nós, muitas vezes, queremos que a igreja venha à nossa casa, mas não queremos ir até ela. Nós nos acomodamos, esperamos que Deus venha bater à nossa porta. Deus já bateu à porta, agora somos nós quem precisamos abrir as portas do nosso coração para que o Pai more nele!

É preciso penitência e sacrifícios; é preciso lutar contra nós mesmos para que as nossas pernas, para que o nosso coração e para que a nossa vontade caminhem em direção ao Reino dos Céus. Nós não podemos relaxar, nós precisamos, com todo o nosso coração, nos entregar, para valer, para que o Reino de Deus já aconteça entre nós e para que possamos passar por essa porta.

Apenas uma coisa: não permitamos que o mundo nos iluda, nos engane, nos seduza, nos tire da porta da vida e nos leve para as portas largas da vida perdida, mundana, da vida que não nos leva para Deus. É apertada, mas é a porta da vida, é a porta que nos salva!

Que por essa porta possamos passar a cada dia, até definitivamente entrarmos pela única porta que jamais cessará: a porta da eternidade!

Fonte Canção Nova
Deus os Abençoe! 
Paz e Bem.

- in Corde Jesu, semper.